terça-feira, 31 de outubro de 2017

27º RECITAL DE POESIAS

A Escola Estadual Menino Jesus de Praga realizou o 27º Recital de Poesias em outubro de 2017. É um projeto permanente por considerar importante desenvolver nos alunos o interesse pela apreciação poética.
O projeto tem como objetivo despertar a sensibilidade para a emoção, a estética, o ritmo e a harmonia presentes na poesia; enriquecer e desenvolver a linguagem oral e a leitura; desenvolver a capacidade de declamar com ritmo, entonação e postura adequadas; estimular a imaginação e a criatividade; favorecer a competição saudável visando a elevação da autoestima positiva da criança.
O projeto tem como público alvo, os alunos dos 1º ao 5º ano do Ensino fundamental.

Houve também a apresentação de uma peça teatral: Reinações de Narizinho, no Reino das Águas Claras, adaptação da história de Monteiro Lobato.



















quinta-feira, 17 de agosto de 2017

28ª FEIRA DO SABER - 2017

28ª FEIRA DO SABER MOVIMENTA A ESCOLA  

O PROJETO FEIRA DO SABER MAIS UMA VEZ REVELOU ALUNOS TALENTOSOS E DEDICADOS! AS PROFESSORAS, OS ALUNOS E AS FAMÍLIAS PARTICIPARAM ATIVAMENTE PARA UMA BELA EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS COM VARIADOS TEMAS! MUITOS CARTAZES, MAQUETES, TEXTOS E TRABALHOS DE ARTE ENCANTARAM OS VISITANTES, QUE PUDERAM TAMBÉM OUVIR AS EXPLICAÇÕES DOS ALUNOS, CONSTATANDO A APRENDIZAGEM. 








sábado, 1 de abril de 2017

REINAUGURAÇÃO DA RÁDIO RECREIO MJP

Projeto Rádio Recreio MJP

“Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo.Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade.”
                                                                                    Paulo Freire.

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Instituição de Ensino: Escola Estadual Menino Jesus de Praga
Nível de educação a que atende: 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental
Nº. de alunos atendidos: Em média 792 alunos
Coordenação do Projeto: Direção e Equipe pedagógica
Período de duração: Todo o ano letivo
Pessoal envolvido: Professoras na Biblioteca, equipe diretiva e pedagógica, professores regentes de turma,

Caracterização do Contexto
O Projeto Rádio Recreio MJP integra os projetos institucionais da Escola Estadual “Menino Jesus de Praga” situada à Rua Coronel Antônio da Silva, 351, na região central do Município de Caratinga. A escola recebe uma clientela diversificada advinda de vários bairros da cidade. Os alunos apresentam níveis culturais, sociais e econômicos diferenciados, apesar de a maioria de suas famílias atuarem no setor terciário de produção.
A Proposta Pedagógica da escola enfatiza o compromisso com a formação de um aluno leitor/produtor de textos proficiente. Para o alcance dessa meta investe em atividades diversificadas promotoras da oralidade, da leitura e da produção escrita. Compreende que o desenvolvimento destas diferentes linguagens requer planejamento cuidadoso como caminho para formação de um cidadão letrado, capaz de cultivar a leitura, a escrita e a oralidade utilizando-as competentemente para resolver suas situações de vida e inserir-se na sociedade transformando-a qualitativamente.
Este projeto já fazia parte dos planos e aspirações da escola, mas por falta de espaço e questões financeiras, aguardava-se o momento mais propício para executá-lo. A criação da Rádio Recreio surgiu como uma ação prevista no PIP (Plano de Intervenção Pedagógica/2008), sugerida em Assembléia Escolar pelos pais, para implementar projetos de incentivo à leitura e produção escrita. Buscou-se, então, criar um canal de comunicação para divulgar a produção dos alunos e aumentar a integração com a comunidade. O que se pretendeu, também, foi promover uma maior integração entre alunos, possibilitar uma abordagem interdisciplinar dos conteúdos, incentivar o desenvolvimento da linguagem oral e divulgar as atividades no âmbito escolar, bem como, trabalhar a autoestima dos alunos e funcionários.
A compra dos equipamentos foi efetivada com recurso próprio fruto da renda obtida com a Festa Junina. O projeto teve início em agosto de 2009. Os equipamentos adquiridos foram: 04 caixas de som, 01 misturador de som modelo mixel, 01 microfone, 02 aparelhos de som ( para CD). 
Durante o processo de implantação da Rádio, os alunos participaram ativamente, através de sugestões e votação, para a escolha do nome, então “batizada” Rádio Recreio MJP.
Houve interrupção na execução do projeto no período em que a Escola funcionou em local provisório aguardando a construção do novo prédio. Portanto, a Rádio Recreio MJP foi reinaugurada em 31/03/2017.

Objetivos Gerais:
  • Estimular a busca do conhecimento, da autonomia, da liderança como competências necessárias à cidadania no mundo atual.
  • Expressar com desenvoltura por meio da oralidade, da leitura e da escrita utilizando a linguagem radiofônica.

  • Objetivos Específicos
  • Divulgar a produção dos alunos e aumentar a integração e socialização entre as turmas. 
  • Estabelecer um canal de comunicação intra-escolar e favorecer o trabalho em equipe. 
  • Estimular a participação ativa dos alunos nas atividades escolares como ouvintes e também como produtores, planejando a programação da rádio.
  • Ampliar o vocabulário e a expressão oral dos alunos, aprimorando a fala em público.
  • Desenvolver a expressão oral e escrita utilizando-se de novas linguagens e novas tecnologias
  • Criar um espaço de divulgação dos eventos escolares e temas em destaque da atualidade local, nacional e mundial.
  • Promover a descoberta de talentos, favorecendo o desenvolvimento da autoestima.

Referencial Teórico
                           
Segundo Freire (1974:42) “É preciso que a educação esteja em seu conteúdo, em seus programas e em seus métodos, adaptada ao fim que se persegue: permitir ao homem chegar a ser sujeito, construir-se como pessoa, transformar o mundo e estabelecer com os outros homens relações de reciprocidade, fazer a cultura e a história...”.
O rádio é um veículo pluralista, que permite explorar e dar voz a qualquer público. A proposta da rádio escola como meio de ensino problematizador encontra-se em consonância com o fazer e com as práticas pedagógicas da educação escolar discutidas por Paulo Freire. Ao trabalhar como emissor-receptor, o educando tem a possibilidade de exercitar a cidadania, desenvolvendo o senso de responsabilidade e a crítica social. Por ser, “um meio de ensino problematizador a rádio escola leva o educando, emissor-receptor, à aquisição de conhecimento sistematizado, à reflexão e as possíveis intervenções no seu meio ambiente” (ASSUMPÇÃO, 1999, p. 87),

A rádio pode ser construída no espaço escolar, tendo como escopo a promoção do exercício da democracia, da liberdade de expressão e de pensamento, da responsabilidade social, da construção de saberes e de cultura e da interatividade com as comunidades escolar e local. A rádio escola cumpre, assim, uma das principais metas do contexto atual: “educar criticamente para a leitura dos meios de comunicação” (GAIA, 2001 p. 15).
Nessa esteira, o aluno participante compreende o processo de comunicação e a linguagem midiática de forma crítica, tornando-se um sujeito ativo da própria comunicação. Busca ainda, a análise da linguagem, das rotinas produtivas e do agir comunicativo da mídia radiofônica.
Sobre essa questão NUNES observa:

O rádio, como veículo de comunicação de massa e ser de cultura, não exerce apenas a função de informar com rapidez e instantaneidade, tampouco se reduz ao entretenimento proporcionado pela descontração de seus locutores. A voz e a palavra constroem textos escritos/oralizados que veiculam signos míticos aptos a ritualizar a escuta radiofônica. (1993 p. 23-24).

Assim, a escola poderá desenvolver habilidades de comunicação oral (fluência verbal), proporcionando aos alunos nas salas de aula, situações de questionamentos, perguntas, argumentações, discursos envolvendo realidades do núcleo familiar, escolar, comunidade e mídias explorando a comunicação verbal e não-verbal do estudante, preparando-o para o desenvolvimento e aprimoramento das competências e habilidades linguísticas. A estes podem ser acrescentados outros aspectos, tais como ajudar os estudantes a se expressarem, fazer ou responder perguntas, proporcionar conclusões, corrigir usos lingüísticos, etc. (AMIDO E HUNTER, 1991, apud REYZÁBEL, 1999:13).
O envolvimento dos alunos com a diversidade de gênero textual é caminho para o letramento. As discussões em torno do tema estão frequentemente presentes nos meios educacionais.

Letramento não é um processo genérico localizado somente dentro da cabeça de indivíduos, ou um processo que é o mesmo para todas as pessoas em todas as situações. Letramento não é um estado de ser a que alguém chega como um estado de graça. Mais do que isso, é um processo dinâmico no qual a ação letrada está continuamente sendo construída e reconstruída (...) Dessa perspectiva, nós devemos falar de letramentos e não de letramento; nenhuma definição pode capturar a abrangência da ocorrência na vida cotidiana da sala de aula, a multiplicidade de demandas ou as formas de se engajar no letramento dentro de um grupo (GOULART, 2006, p.120).
De acordo com essa abordagem, para se compreender os processos de letramento é fundamental analisar os processos comunicativos existentes na escola e incluir  práticas de ouvir e falar como parte do processo de letramento. Tomando como referência a visão de letramento como prática sociocultural e multifacetada, assumimos que as práticas de letramento na sala de aula são construídas pelos participantes por meio das interações que se estabelecem entre professor e alunos, alunos/alunos e entre esses e os textos (orais e escritos).
mundo atual se acha cada vez mais centrado na escrita. O apelo informativo à nossa volta é grande. Múltiplos códigos se articulam com as diversas linguagens e seus sistemas, exigindo reflexões e práticas relacionadas à comunicação, que possibilitem uma participação social maior do indivíduo e um melhor atendi­mento às demandas sociais. Para isso, hoje, não basta apenas ler e escrever; dominar a codificação e a decodificação do alfabeto. É imprescindível perceber qual é a função social da prática desses dois sistemas, escrever e ler, e dela apropriar-se, utilizando-a com a melhor competência possível. Essa possibilidade de agir se dá a partir do Letramento.   A escola precisa perceber que letrar é muito mais que alfabetizar; é responsabilidade de todos os que estão envolvidos no processo de formação integral daqueles que constituem a razão primordial de sua existência: os alunos.
“Alfabetizada é a pessoa que aprendeu a ler e escrever, que se apropriou da tecnologia da escrita, do sistema alfabético e ortográfico da língua escrita. Letrada é a pessoa que faz uso da língua escrita, que exerce práticas sociais de leitura e de escrita. [...] dois processos que se distinguem em relação aos objetos de conhecimento e em relação aos processos cognitivos e lingüísticos de aprendizagem, isto é, que se distinguem em relação aos processos de ensino. [...] embora sejam dois processos distintos, são processos interdependentes e simultâneos”.  (SOARES, 2004, p. 50-52)
Com a implantação da Rádio Recreio MJP esperamos ampliar os níveis de letramento dos nossos alunos contribuindo para a formação de um cidadão responsável, atuante, crítico, transformador e solidário.

METODOLOGIA
A programação diária da rádio obedece a um sistema de rodízio entre as turmas e alunos planejado mensalmente pelas professoras de biblioteca.
Na sala de aula as professoras procuram criar um espaço informal de ensino estimulando as reflexões e as discussões envolvendo temas transversais, valorizando a relação construtiva e participativa. Esse exercício busca ampliar a capacidade de analisar, sintetizar e interpretar dados, fatos e situações.  Há um incentivo permanente para que os alunos se capacitem como ‘repórteres’, para que consigam comunicar em linguagem mais acessível assuntos ligados à cultura, saúde, educação, esporte, meio ambiente e política (partindo do que lhe é mais próximo para o que é mais “distante”); do local para o global.
O foco é contribuir para a formação crítica dos alunos em relação aos temas apresentados na rádio.
favorecendo o interesse e gosto pela pesquisa, pela leitura e pela escrita.
A participação efetiva dos alunos  na construção e transmissão da programação da rádio recreio interagindo de forma criativa e crítica permite despertar a criticidade e o posicionamento diante das informações.
É por meio da comunicação oral que professor e alunos têm lugar, no decorrer de certas atividades ou em momentos específicos, para definir os temas que serão apresentados na rádio.
 Estes são: criar as motivações, programar a tarefa escolar, dar informação, orientar as discussões, intervir no aspecto disciplinar, referir-se aos problemas de ordem psicológica ou social e avaliar. Nessa perspectiva, a rádio recreio é um instrumento desencadeador de oralidade e produção da escrita, visando à participação efetiva de alunos, respeitando a linguagem e a técnica de produção de texto que deve ser escrito para ser lido, falado, contado e ouvido, o que requer competência e habilidade linguística.
O texto é redigido previamente pelo aluno e posteriormente revisto com o acompanhamento da professora. Em sala são organizados momentos para uma “simulação” da apresentação incentivando a postura do tom de voz, a pronúncia correta das palavras e o ritmo capaz de dar “vida” ao texto.
Os relatos orais (informativos envolvendo pesquisas, entrevistas, debates), peças radiofônicas (contos e histórias infantis dramatizados), declamação de poemas e poesias são trabalhados na radio recreio. O repertório de músicas tocadas durante o recreio também são de competência dos alunos após avaliação de adequação da professora. Produções dessa natureza desenvolvem nos participantes a criatividade, autoconfiança, espontaneidade, espírito crítico e argumentação. Da mesma forma, a construção de debates e entrevistas sobre temas diversos e de interesse dos alunos são assuntos ao serem produzidos e transmitidos pela rádio na escola. Todas essas possibilidades “exigem” do aluno-emissor competências e habilidades para a escolha do tema, reflexão, pesquisa.
Durante o desenvolvimento da rádio na hora do recreio os alunos participantes são acompanhados pelas professoras de biblioteca que cuidam de ligar a aparelhagem e coordenar os trabalhos.



Distribuição das atividades.
Atividade
Responsável
Quando/fazer
Organização e divulgação do cronograma de trabalho da Rádio Recreio

Bibliotecárias
Início do ano letivo
Organização e divulgação do cronograma mensal de trabalho da Rádio Recreio
Mensalmente
Apresentação do projeto para as professoras novatas.
Supervisoras
Sempre que houver o ingresso de professoras novatas na escola.
Planejamento da programação da rádio recreio

Professoras Regentes de turmas e alunos.
Observando o cronograma elaborado pelas bibliotecárias no início do mês.
Organização da escala de apresentação dos alunos
Acompanhamento da preparação para a apresentação: conteúdo/produção escrita/oralidade.
Professoras Regentes de turmas e alunos que irão participar da apresentação.
Observando o cronograma construído em sala de aula com os alunos
Apresentação na rádio recreio
Alunos sob a coordenação da professora de biblioteca.
Observando o cronograma da biblioteca e a escala construída em sala de aula.
Avaliação da apresentação
Professoras de biblioteca,  professoras  Regentes de turmas e alunos.
Após cada apresentação
Avaliação do desenvolvimento do projeto durante o ano letivo.
Professoras regentes, bibliotecárias, equipe diretiva e pedagógica.
Final de ano: novembro/dezembro.

Avaliação
Desde sua implantação, em agosto de 2009, o som se espalha na hora do recreio pela Escola Menino Jesus.  Músicas, entrevistas, descobertas educativas, anúncios de utilidade pública são promovidos pelos alunos na Rádio Recreio MJP. O projeto facilita a comunicação interna e incentiva a participação dos alunos. A escola se tornou um ambiente mais agradável desde que a rádio começou a funcionar e tem contribuído para o crescimento moral e intelectual dos alunos.
O planejamento da programação e da fala estimula o uso funcional da língua oral e escrita. O trabalho em grupo precisa ser vivenciado para que as informações alcancem ritmo e possam chegar ao ouvinte de forma coerente e compreensível. Por meio da produção de textos (programação) para a rádio o aluno torna-se um sujeito ativo da comunicação e da construção do conhecimento.
Os programas são transmitidos apenas internamente, por meio do sistema de som da escola, mas como muitos dos temas em pauta são também veiculados no blog da escola acaba alcançando a comunidade externa. 

Referências
ASSUMPÇÃO, Zeneida. Radioescola: uma proposta para o ensino de primeiro grau. São Paulo:
Annablume, 1999.
_________________ A rádio no espaço escolar: para falar e escrever melhor. São Paulo:
Annablume, 1ª edição: Março-2009.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 15. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

GOULART, Cecília. Alfabetização e letramento: discutindo aspectos do processo de ensinar e aprender e da prática pedagógica. Caderno do professor, n. 14, p.77-86, out. 2006.

SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

______. Alfabetização e Letramento. Caderno do Professor, n. 12, p.6-11, dez.2004.


Projeto organizado em 2013 pela Especialista da Educação Básica da E.E.”Menino Jesus de Praga”: Profª Msc. Mª Claret de Faria Cimini em parceria com a professora de biblioteca Mª Laurieves, como parte integrante da Proposta Pedagógica da escola.


Programa reinaugural da Rádio Recreio MJP com o radialista Geraldo Araújo.















PALESTRA SOBRE FUNCIONAMENTO DE UMA RÁDIO

Palestra com o radialista Geraldo Araújo.